Mobilização na Refinaria de Capuava
No dia 16 de outubro, trabalhadores da Refinaria de Capuava (Recap) irão se reunir em um ato de protesto, organizado pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) e pelo Sindicato dos Petroleiros Unificado de São Paulo (Sindipetro Unificado). O evento está programado para começar às 6h30, na Portaria 3 da refinaria, que fica em Mauá, São Paulo. O objetivo da mobilização é reivindicar o fim da escala 6×1, a redução da jornada de trabalho sem que haja diminuição salarial, e a manutenção de empregos no sistema da Petrobrás e no Brasil.
A liberdade sindical é um dos pilares centrais dessa mobilização, que busca assegurar o direito à organização e à expressão dos trabalhadores. Além disso, o protesto também visa defender o direito de informar e discutir os rumos da Petrobrás, especialmente após uma recente decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que impôs censura ao conteúdo produzido pelo sindicato.
Demandas dos trabalhadores
Entre as principais demandas dos trabalhadores estão a revogação da escala 6×1, uma jornada que tem sido extremamente desgastante. Os trabalhadores exigem que o tempo de trabalho seja reduzido, mas que os salários permaneçam inalterados, garantindo assim uma melhor qualidade de vida.

Adicionalmente, os protestantes enfatizam a necessidade de preservar os empregos, não apenas no setor energético, mas como um direito fundamental em todo o Brasil. A luta pela liberdade sindical é reforçada neste contexto, pois os trabalhadores desejam garantir que possam se organizar sem restrições e participar ativamente dos debates que envolvem a empresa e suas operações.
A censura imposta ao jornal “Petróleo dos Brasileiros” é vista como uma ameaça à liberdade de expressão e ao direito da população e dos trabalhadores de ter acesso a informações relevantes. Relatos da coordenadora-geral da FUP, Cibele Vieira, destacam que essa decisão representa um ataque direto à possibilidade de os trabalhadores se informarem e formarem suas opiniões sobre a Petrobras e seus projetos.
Portanto, o ato do dia 16 se torna não apenas uma manifestação por melhores condições de trabalho, mas uma defesa da liberdade sindical e da integridade do debate público sobre a indústria do petróleo no Brasil.


